Desde que o NetNewsWire adotou o Google Reader como gerenciador online de RSS, ao invés do NewsGator, estou em busca de opções para ler meus feeds no iPhone. Pelo menos até que atualizem o NetNewsWire do iPhone.
Numa fuçada na AppStore, dei de cara com o App Google Reader:
“Que legal”, pensei. “Depois do AppGmail, o Google fez um para o Reader!”
Porém, lendo com mais atenção os detalhes do aplicativo, deparei-me com uma série de incongruências. Primeiro, o preço: U$ 0,99. Como bem sabemos, cobrar por apps não parece em nada com o jeito Google de ser. Aí vi que o desenvolvedor não é o Google, e sim um ser obscuro. “Ah, ok, não é um app oficial. Mas por que se chama App Google Reader e usa até o ícone oficial da página mobile do Google Reader?”
Fui investigar as funcionalidades, como updates, leitura offline, etc. E me espantei: ele não tem nada disso. Ele nada mais é que a página mobile do Safari “disfarçada” de app! Sem nada de adicionais! Um verdadeiro caça-ingênuos, que gastarão seu dólar numa coisa que já existe, e de graça. Abra o Safari, digite http://reader.google.com, faça login, clique no sinal de “+” no rodapé do navegador e escolha “add to home screen”. Pronto. Está lá o ícone do Reader, um atalho para a página móvel, de graça.
E o desenvolvedor é tão safado que não colocou, nas imagens de prewiew, telas do app em si. Apenas telinhas de “configuração” disfarçadas.
O que me deixa furiosa é a Apple liberar esse tipo de coisa na AppStore. Como bem sabemos, ela é rigorosa e altamente seletiva. Por que ela liberou esse pega-trouxas? Por pura ganância, já que fatura uma fatia? E por fim: vale a pena colocar em risco sua reputação por causa disso? Reflitam…










